terça-feira, 4 de março de 2025

            REVIVENDO MINHA DOCE ADOLESCÊNCIA            


                                                                             
                                                                                    "Eu tenho tanto pra lhe falar 
                                                                                    Mas com palavras não sei dizer
                                                                                   Como é grande o meu amor por você"

      Ah! Quem dera poder voltar ao passado e com saudades reviver os tempos de ternura e nostalgia. De poder relembrar com emoção, minha doce adolescência. 
     Ali começava minha viagem no tempo, nas tradicionais brincadeiras dançantes, nas jovens tardes de domingo ao som das inesquecíveis músicas da jovem guarda, com uma “sonata rio” acoplada numa caixa de som. 
    Tudo era muito simples, porém, com muita animação e amizade sincera. Na seleção romântica, dançávamos lentamente com o rosto colado onde cada verso se traduzia numa linda mensagem de amor.
    Quando revivo esses momentos de felicidade, me remeto diretamente a uma memória tão antiga, mas tão viva, de uma época em que o amor sincero, verdadeiro e recheado de cumplicidade, me fazia acreditar que todos os meus sonhos pudessem ser realizados. É como se eu tivesse abrindo aos poucos uma caixinha de surpresas na busca de um sonho. Tudo era lindo.
    Hoje, num mundo tão dilacerado pela falta de amor, é gratificante poder testemunhar um amor regado à paciência, sabedoria e cheio de cumplicidade que perdura até os dias de hoje. 
    Ao recordar aqueles lindos momentos, a saudade bate e não tem como não reconhecer e eternizar a música que faz parte de uma história de saudades e recordações que ficaram marcadas para sempre. Qual é a música?

                                                           “Como é grande o meu amor por você”. 

     Falar de amor, amizade, companheirismo, abraço ou aperto de mão, dos namorinhos, do ponto de encontro na praça da matriz, do tradicional footing, quando meninos e meninas andando na praça em sentido contrário, buscavam se divertir, flertar, trocar olhares, sorrir, cativar um pretendente ou conquistar uma paquera tentando encontrar um amor perfeito, ou ainda, ouvir a música no coreto, é uma oportunidade ímpar de poder relembrar, emocionar e refletir sobre a doce e simples adolescência que tive. Oportunidade de eternizar na memória a doce lentidão do passar dos dias!
    Tudo isso me faz lembrar e voltar a um passado como que se eu tivesse esquecido algo lá. É um sentimento especial que embeleza minha vida com eternas lembranças que se perpetuaram e que hoje se traduzem em saudades. Saudades que descrevem meus sentimentos da forma mais perfeita. 
                                         
                                                                                                 Quantas saudades!!
 (Prof. Elidio A. de Oliveira)

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